domingo, 6 de março de 2011

Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac
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Passa dia, vem dia.
A resposta é: amor.
Por impulso, como quem torce uma calça molhada, torci meu coração.
Torci, até que nele não coubessem mais nenhum tipo de sentimento.
Ficou vazio, murcho, injinhado, sem motivos, desde então.
O momento impulsivo passou e, assim, veio o arrependimento.
Nem sol, nem chuva, nem frio, nem calor. Auto-decepção.
Tentativa suicida. E agora, para acabar com todo sofrimento?
E se eu tivesse reclamado menos?
E se eu tivesse falado menos?
E se eu não tivesse me entregado tanto?
E se eu não amasse tanto?
E se e eu parasse de falar "e se" e mudasse para "eu vou"?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O pessoa(s)

Cansada de ser e de ali estar, sempre pra ela.
Sol brilhante,
chuva escaldante,
rotina entediante,
vida decepcionante.
Cansada; cansada de não ser e ali não estar, sempre pra ela.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A mistura do cimento, cabeças doendo, e um buraco...no estômago.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

É um novo ano. Tempo de recomeçar. Como eu gostaria que esse 'recomeçar' recomeçasse...Às vezes até dá pra recomeçar, sim. Emprego novo; mudar de casa; faculdade nova. Se bem que...tudo isso pode ser feito durante todo o ano. E o que, para mim, é o mais importante, continua. É o passado que sempre ressurge no presente, como um fantasma, um vulto. Um dia descobri o amor; que não há sentimento mais nobre. Como já disse um sábio poeta, "tão bom morrer de amor e continuar vivendo". Amar e sofrer, sentimentos que caminham juntos. Sentir aquela dorzinha de saudade. Gastar alguns minutos do dia prevendo o futuro, mesmo sabendo que isso é uma tolice. Mas e quando alguns dos fantasmas do passado resolvem aparecer, assim do nada? Aí vem o medo...a insegurança...E começamos a questionar: por que?!. E isso também é em vão.

Um aperto no coração; uma lágrima que escorre pro peito.

É um novo ano. Tempo de recomeçar. Assim como todos os anos serão novos anos, feitos para recomeçar.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Distante de seus olhos, avistou em tamanho "p" àqueles que tocavam a música que a chamou. A fim de ouvi-la melhor e poder ver de perto os seres privilegiados que a tocava, atravessou o imenso saguão, sem móveis, pouca luz e coberto de ecos, que lembravam caixinhas de música. Um vibrafone, um cravo, dois violinos e dois violoncelos. A medida que ia chegando perto, seu sorriso ia crescendo. Parou, não muito perto, diante deles. E uma flor parou em frente aos seus olhos. Pegou e ao se virar, deparou-se com um ser mascarado, que lhe estendeu a mão, a chamando para dançar. E deixou-se guiar por aquele ser, que estava sendo guiado por aquela valsa. Um, dois, três, um, dois, três...De olhos fechados, flutuava. Os rostos colados, a mão dele em sua cintura, o calor dos corpos...Ao abrir os olhos, a música havia parado; não havia nenhum músico e nem o ser mascarado. Somente a flor, em seus cabelos. Olhou ao seu redor. Pegou a flor e, com um suspiro, sorriu. Após a próxima piscadela, havia menos luz do que havia no saguão. Foi piscando e forçando a visão até entender que estava deitada na sua cama, em seu quarto. "Sonho", pensou sorrindo. Era quase a hora de se levantar e ir para sua aula de música. Mas não esperou. Deu logo uma espreguiçada e pôs-se de pé, a fim de chegar na escola, ter sua aula e viver feliz aquele dia, a fim de que a noite pudesse chegar logo e, assim, viver todo aquele sonho novamente.
Nascer para viver; morrer para crer.
Diante do espelho, sou eu.
Diante de mim, sou todos os eus do mundo.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Indiferente para com o dia, ocioso ou não, lá vai ela. Mais uma alma em direção ao nada, por não ser nada e por sentir culpa, não por ter feito ou fazer parte, mas sim por ter nascido; pela desgraçada culpa de ter nascido humana.