sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Essa noite, antes de dormir,
esquecerei inúmeras coisas
para que eu possa enfim sorrir;
Quero esquecer das noivas,
das usinas, businas e esquinas;
Quero esquecer dos pedintes nas ruas,
dos tristes olhares das meninas,
das mentiras e das pessoas cruas;
Quero esquecer-me de tudo,
para que possa dormir;
Esquecer do ator da revista,
pois quando a noite acabar
esse meu coração mudo,
renascerá artista.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Como a rocha que se deixa ir desfragmentando lentamente, tamanha a força das ondas do mar;
Assim vai meu amor, sem saber onde vai dar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A luz invadindo o quarto pelas frestas da janela.
Já é dia.
Já é dia?
Uhm...
Da janela, o céu está azul.
O céu continua azul...
Os mesmos prédios.
Carros, quantos carros, indo e vindo.

A brisa balança sutilmente os galhos.
O sol se despede do dia.
Logo anoitece.
Logo acontece, tudo de novo.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rastejando.
Não vou olhar pra trás, não vou...
Na bagagem, amores, temores, horrores.
Decepção.
Medo.

sábado, 28 de agosto de 2010

Tá quente, quanta gente!, é o calor, o mormaço, quero uma sombra, mas quanta gente!,
muitos carros, engarrafados, quero água, tá muito quente e tem muita gente!,
não aguento, não suporto, eu me sufoco no meio de tanta gente!, que nem mais nem menos,
infelizmente, não deixam de ser gente!, e quanta gente!
Meu coração, em pedaços, ainda pulsa.
Seu vermelho desbotado não esconde tamanha dor, desse poeta fracassado, que tanto sofre por amor.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

donazicamarga, seu horror

donazicadocica, meu amor

donazicazéda, seu amor, meu horror
Viveradordoamorvividonumbrevepassadocomsededesetornarpresenteoamorquedeverassente
Sabe como é né, sou gorda.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Que imundice.
Quanto lixo.
Quanta gente...
Que merda!
Cabelos, olhos, rosto, braços, pernas.
Corpos.
Que nojo!
Inúteis, miseráveis, desgraçados, infelizes!