Dia desses, passou o dia inteiro em sua universidade, sozinha. Muito bom! Gostava de andar por ali, lugar bastante arborizado, agradável. Foi em sua faculdade, conversou com poucos e com a mochila nas costas, foi em diração à Faculdade de Música. Escolheu o caminho do bosque, onde sempre tinha algumas pessoas sentadas nos bancos. Passou no Centro de Convivência antes, tomou um suquinho de laranja, que por sinal estava delicioso e comeu alguns salgadinhos ( o de calabresa era o melhor! ). Seguiu então para o Teatro da Faculdade de Música. Piano e violino. Entrou, escolheu um lugarzinho no cantinho esquerdo e sentou-se. Um professor anunciou os músicos e eles entraram. Um homem alto, muito simpático, com um sincero sorriso no rosto e cabelos completamente brancos entrou segurando seu violino e uma mulher, baixa, de cabelo curtos e também muito simpática entrou ao seu lado. Posicionou o violino e sentou-se ao piano.
E... Faltam palavras para explicar. É preciso sentir! Sentiu seu coração pular mais forte e lágrimas sorridentes escorriam de seu rosto. Era lindo! E por um instante, sentiu seu avô, seu grande avô paterno que amava e que se foi, deixando as melhores heranças que alguém se pode ter: palavras de amor e música!
Fim do concerto. Se sentia leve, sorrindo. Sentia algo muito forte, seu coração não parava de bater, acelerado, tamanha a emoção que havia sentido. Saiu pela porta do teatro com a mochila nas costas. Era noite. Olhou pro céu. Havia um sorriso, o mais maravilhoso que já tinha visto, cheio de luz. Ela, com seus olhos cheios de lágrima, também sorriu. Seu coração, encantado com aquele momento, não aguentou tanta emoção e foi-se, de encontro com aquele sorriso de luz.
domingo, 31 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Cedo acordar,
pegar ônibus lotado
para na faculdade chegar.
Tic tac, tic tac...
Na sala de aula,
personalidades ocultas.
Algum proveito?
Nenhum.
Tic tac, tic tac...
Olhares, bocas e narizes.
Tortos.
Sorrisos?
Tortos.
Lá vem o tal ônibus novamente.
Vontade de chegar, de repente,
em algum lugar.
Tic tac, tic tac...
Caminhar em busca de descanso.
Minh'alma necessita...
Carros, pessoas, pra lá e pra cá.
Quase chegando...
Vai entrando pela portaria.
Um senhor de bengala, simpático,
abaixa a cabeça, sorri e abre o portão.
Abaixei a cabeça e sorri.
Sorri pois esse tal tic tac,
de forma alguma,
foi em vão.
pegar ônibus lotado
para na faculdade chegar.
Tic tac, tic tac...
Na sala de aula,
personalidades ocultas.
Algum proveito?
Nenhum.
Tic tac, tic tac...
Olhares, bocas e narizes.
Tortos.
Sorrisos?
Tortos.
Lá vem o tal ônibus novamente.
Vontade de chegar, de repente,
em algum lugar.
Tic tac, tic tac...
Caminhar em busca de descanso.
Minh'alma necessita...
Carros, pessoas, pra lá e pra cá.
Quase chegando...
Vai entrando pela portaria.
Um senhor de bengala, simpático,
abaixa a cabeça, sorri e abre o portão.
Abaixei a cabeça e sorri.
Sorri pois esse tal tic tac,
de forma alguma,
foi em vão.
domingo, 3 de maio de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Olhos fechados, vai subindo, cada vez mais alto. O vento no rosto, a mão direita estendida com os dedos abertos. Abre os olhos e vê tudo, lá longe... Familiares, amigos e outros não amigos, com expressões de espanto no rosto e dizendo: - Desce! Desce senão você cai, menina!
Mas ela quase não as vê...Tampouco as ouve. No meio dessas pessoas, se vê com um suave sorriso no rosto e um olhar dizendo: - Vá...Vá...! E vai, cada vez mais leve, pra perto do azul.
Mas ela quase não as vê...Tampouco as ouve. No meio dessas pessoas, se vê com um suave sorriso no rosto e um olhar dizendo: - Vá...Vá...! E vai, cada vez mais leve, pra perto do azul.
segunda-feira, 23 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Passar doze anos estudando para passar de ano!
Daí quando não tem mais ano pra passar, vem o vestibular!
Mais uns dois anos de cursinho, aí sim, passar no vestibular!
Uns cinco anos na faculdade.
Dois de pós-graduação.
Durante, preparatório para concurso.
Dois anos de mestrado.
Dois anos de doutorado.
Dois anos de pós-doutorado.
Título de PHD e concursada!
Tamanha é a emoção que sofre um infarte.
Tsc tsc tsc...
Que pena.
Aos cinquenta anos, ela teria um futuro brilhante, não?!
Triste?
Seria exagero?
Bah!
:)
Daí quando não tem mais ano pra passar, vem o vestibular!
Mais uns dois anos de cursinho, aí sim, passar no vestibular!
Uns cinco anos na faculdade.
Dois de pós-graduação.
Durante, preparatório para concurso.
Dois anos de mestrado.
Dois anos de doutorado.
Dois anos de pós-doutorado.
Título de PHD e concursada!
Tamanha é a emoção que sofre um infarte.
Tsc tsc tsc...
Que pena.
Aos cinquenta anos, ela teria um futuro brilhante, não?!
Triste?
Seria exagero?
Bah!
:)
quarta-feira, 18 de março de 2009
Ônibus lotado.
Sala de aula cheia:
de calor, assunto chato e pessoas...
desinteressantes.
Ônibus lotado.
Almoço.
Ônibus lotado.
Sala de aula cheia de...
bem, você sabe.
Ônibus lotado. ( =/ )
Sala de aula...com um piano!
E mais uma vez vem o ônibus,
lo-ta-do!
Noite.
Cansada, vontade louca de tirar a roupa,
pegar um pedaço de papel,
lápis e borracha.
Alívio imediato.
Sala de aula cheia:
de calor, assunto chato e pessoas...
desinteressantes.
Ônibus lotado.
Almoço.
Ônibus lotado.
Sala de aula cheia de...
bem, você sabe.
Ônibus lotado. ( =/ )
Sala de aula...com um piano!
E mais uma vez vem o ônibus,
lo-ta-do!
Noite.
Cansada, vontade louca de tirar a roupa,
pegar um pedaço de papel,
lápis e borracha.
Alívio imediato.
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