terça-feira, 9 de novembro de 2010

Porque ter uma boa noite de sono,
acordar cedo com friozinho e
ouvir o vizinho avô conversar com o netinho que ainda não sabe falar,
não tem preço.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O sol parecia brilhar apenas para nós, naquele dia. Ah, como é gostoso de lembrar! O primeiro olhar, a primeira conversa, o primeiro beijo. O primeiro toque. Tudo acontecia, simplesmente. O primeiro eu te amo. Não era um eu te amo comum, normal, desses que todo mundo fala para todo mundo. Era um eu te amo dito com convicção e muito sentimento. O tempo foi cumprindo sua tarefa, e com ele, poeira, muita poeira. O sol foi diminuindo seu brilho e, assim, as vistas foram perdendo a força, a audição foi ficando loooonge...Já não havia mais olfato. O paladar perdeu o doce e o tato tornou-se insensível. E assim, tudo foi ficando escuro e sombrio. Apesar de toda fraqueza e falta de cor, o coração ainda batia. A respiração continou obrigatória, mas tornou-se preguiçosa. Naquela escuridão, o sofrimento parecia ser infito. Contudo, preferia acreditar que, lá, lá no final do que parecia não haver fim, pudesse existir um pingo de luz.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Até mesmo o feio tem um que de beleza. Quase uma semana em Pirenópolis. Longas caminhadas sob o sol, subindo e descendo ladeiras. Ô se não cansa! Mas se não fosse esse sol fritando, eu não teria tomado um ótimo banho de chuva ao anoitecer. A oficina de canto foi um tanto chata, mas a Mônica Salmaso...que delícia era ela! Comer bauru quase todos os dias foi um tanto enjoativo e se não fosse eles, as conversas durante as tardes talvez não teriam sido tão interessantes. Os cachinhos dourados dele, as mãozinhas batuqueiras, os pequenos olhos observadores fizeram toda a diferença. Até mesmo um pequeno flagra na beira do rio das almas. A caipirosca, o cortejo, o vai e vem da chuva durante a noite. Foi uma viagem, sem sombra de dúvidas, deliciosa, recheada de aprendizado, alegria, surpresas, de música. E fica o rostinho daquele menino que não vi sorrir, mas que roubou meu coração com toda sua beleza de criança, pra me fazer lembrar de tudo por todo sempre.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Tô feliz. Tô feliz. Acho que a vida é isso mesmo. Você fazer uma casa, botar uma mulher dentro e ter um filho com ela. Acho que é isso, né? E você trabalhar, não é? Trabalhar, fazer as coisas o melhor que você possa e ignorar esse lado super negativo e viver com coisas que possam te dar alguma coisa de, possa dar humanidade, alguma coisa de bom, uma música bonita, um verso, um troço qualquer que faça alguém feliz, né? "

Do maestro soberano no dvd Ela é carioca.
Devorarei-os
para melhor expressar
meus sentimentos

(o fato de ter a mesma estrutura, não significa que ele o é. né? blé.)
Decepção. Engano; logro; desilusão; desapontamento.
Inúmeras palavras para um mesmo sentimento.
Sentimento esse que, há um tempo atrás, eu considerava, digamos, limitado.
O tempo foi correndo e assim transformando meu conceito sobre tal sentimento.
Posso me decepcionar tanto com uma cigarra que não canta tanto quanto...meu pai.
Infelizmente.


domingo, 10 de outubro de 2010

Lápis, papel e borracha. Pronto.
Uhm...
Coceira na cabeça.
Olho prum lado...nada.
Olho pro outro, alguns móveis e a janela aberta.
O lápis na mão e o papel sobre a mesa.
Queixo apoiado sobre a outra mão.
Cabeça baixa, começo a piscar lento.
Cara de "ai meu deus do céu".
Na cabeça, imagens de praias, céu azul, pássaros.
Histórias de amor...nada.
Merda de lápis, papel e borracha!
Não tenho nada, nunca quis ter nada
além do nosso amor.
Por ele persisto, por ele vivo, por ele morro.
E de nada mais preciso...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010


Diamantina,
você está lá, eu cá.
Linda, menina.

Pegarei o trem
seis da matina, rumo
a você, meu bem.

_
(pobre haikai 3)
primavera sem
cor e com muito calor,
quantos dias tens?

consigo chove,
molhando minha noite,
dando-me sonhos.

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(pobre haikai 2)